Ainda sobre metáforas

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Se os olhos não serviram como metáforas, falarei sobre pianos.

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Mais precisamente, sobre os pianos Steinway, os mais perfeitos, que estão nas grandes salas de concerto do mundo.

Os pianos Steinway são produzidos de forma absolutamente rigorosa e científica.

Tudo neles tem de ter a medida exata.
Todos têm de ser absolutamente iguais, para que o pianista não estranhe.

Mas um piano, em si mesmo, é estúpido. Falta-lhes o poder de discriminação.

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A ciência e a metáfora

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Não se pode fazer ciência sem usar uma linguagem cheia de metáforas.

Praticamente todo o corpo da ciência moderna é uma tentativa de explicar fenômenos que não podem ser experimentados diretamente pelos seres humanos, porque se referem a forças e processos que não podemos perceber diretamente , ou por serem demasiados pequenos, como as moléculas, ou por serem demasiados vastos, como todo universo conhecido, ou ainda por resultarem de forças que os nossos sentidos não podem detectar, como o eletromagnetismo, ou de interações extremamente complexas, como a formação de um organismo individual a partir da sua concepção como ovo fertilizado.

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