O vital e a vida

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O vital, vida e o vitalismo entraram na minha vida em idos de 1999.

Fiz meu mestrado e meu doutorado com o tema do Vitalismo, mais especificamente sobre um autor francês do século XVIII, que criou a ideia do Vitalismo Médico, e que eu denominei como Fisiologia Vitalista.

Um autor canadense, François Duchesneau, comenta que o vitalismo foi considerado como sendo uma posição metodológica geral em ciências biológicas. E ele diz que, para os vitalistas, o fenômeno da vida possui características sui generis, que o fazem ser radicalmente diferentes dos fenômenos físico e químico. [1]

Posteriormente irei escrever mais sobre isso, mas cheguei agora, em janeiro de 2020, ao que eu penso do Vitalismo nos dias de hoje, a uma síntese do que eu penso e no que ela impacta:

No momento – histórico, filosófico, biológico, geográfico, semiótico, outro – em que consideramos o vitalismo como algo anacrônico, sem função e absurdo, nós na verdade desvitalizamos a vida.

Tiramos o vital do dia a dia.

Todos e tudo viramos objeto. Nós, eu, você, tudo.

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[1] Duchesneau,  “Vitalism in late eighteenth-century physiology: the cases of Barthez, Blumenbach and John Hunter.”, 1985, p.259.

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